Don’t ask me
Seek no advice in my words, son. I might be older but there are more questions than answers revolving inside my head.
“What about experience?”, you say. Well, that’s crap. No one can pass it further. If so, there will be no more suffering in this world. I don’t know about you, son, but I still see a lot of pain and sadness lingering around.
So, trail your own path, make your own choices. Break and be broken. Laugh, cry, love and lie. It’s your life. And only you can figure out a way to live it.
We could…
We could have gone all the way to the Great Wall of China
If you’d only had a little more faith in me
In lieu of diamonds, gold and platinum reminders will still shine bright
All the king’s men and all the king’s horses
Can’t put you together the way you used to be
We could have been standing on the Great Wall of China
- Billy Joel, The Great Wall of China
Hold on a second…You’re not just some guy in a bat costume, are you? Are you freaking kidding me?
— Hal Jordan, Justice League 01
Outras Guerras
- Seu coração é nobre Jon, mas aprenda aqui uma lição. Não podemos por o mundo nos eixos. Não é esse o nosso propósito. A Patrulha da Noite tem outras guerras a travar.
G. R. R. Martin, A Fúria dos Reis
Fahrenheit 451, a temperatura na qual os livros queimam
Publicado em 1953, Fahrenheit 451, do autor americano Ray Bradbury, é uma distopia estranhamente familiar. Numa época não tão distante, a sociedade é oprimida por um regime totalitário que controla qualquer forma de informação ou conhecimento transmitido à população.
A regra geral é não pensar, apenas entreter-se. Assim, as famílias passam a maior parte do tempo em frente a telas de TV, assistindo a exibição de programas fúteis e alienadores. Não há discussões, não há trocas de ideias, não há questionamento e principalmente, não há leitura! Exatamente, os livros são terminantemente proibidos. Quem for pego portando um deles é preso ou morto.
Para garantir que ninguém possua estas supostas ameaças de papel em casa, os bombeiros, que outrora lutavam contra incêndios, são responsáveis em perseguir os indivíduos portadores de livros e queimar tudo: os impressos, a casa e até mesmo o leitor, caso se recuse a entregá-los.
Um desses bombeiros, Guy Montag, é o personagem principal da trama. Oficial experiente, com mais de 10 anos de corporação, ele começa a questionar a ordem natural das coisas após um encontro inusitado com a jovem Clarissa. Um diálogo instigante é o bastante para semeá-lo com dúvidas. Montag se pega questionando o poder estabelecido e deseja entender o real perigo dos livros e da leitura.
Paradoxalmente, o homem que passou boa parte da vida queimando livros toma interesse súbito por esses artefatos proibidos e, numa certa noite, abre um deles.
Descobre que ao ler, mais dúvidas surgem, abrindo em sua mente espaço para questionamentos e perguntas que jamais lhe ocorreram. Não vou entrar em detalhes do enredo para não estragar a experiência da leitura, mas é a partir daí que suas certezas caem por terra e sua vida toma um rumo inesperado.
Ray Bradbury atingiu o feito de criar uma história atemporal e vislumbrou, há mais de 50 anos, um pouco do que vivenciamos em nosso cotidiano: uma torrente de informação inútil e que serve mais para iludir do que propriamente informar. O prefácio captura bem o teor da obra e a genialidade do autor: “Bradbury percebe o nascimento de uma forma mais sutil de totalitarismo: a indústria cultural, a sociedade de consumo e seu corolário ético - a moral do senso comum.”
Mas nem tudo é trágico. Apesar de ser uma distopia, o livro é escrito com uma beleza poética impar. Ao final da obra, o autor passa a mensagem positiva de que, enquanto houver pessoas haverá livros, mesmo que eles não sejam propriamente de papel.
Sem dúvida um pequeno grande livro que recomendo a todos. De fato, considero Fahrenheit 451 uma verdadeira ode ao hábito da leitura e da falta que ela faz à vida das pessoas.
Charles Darwin. Uma biografia em dois volumes
Uma dica de leitura para os apreciadores de biografias e ciências. Está chegando ao Brasil pela Editora da UNESP dois volumes escritos por Janet Browne (catedrática de História da Ciência da Harvard University) que compõem uma das mais completas biografias acerca do naturalista inglês que mudou a forma de compreendermos a variedade de vida na Terra: Charles Darwin.
Publicado originalmente em 1995, o primeiro volume intitulado “Charles Darwin - Viajando” descreve a infância, educação e formação do jovem naturalista além de relatar de forma ostensiva os relatos os cinco anos da sua viagem a bordo do Beagle, uma aventura expedicionária vitoriana na qual Darwin, então um jovem de 22 anos, pôde exercitar suas qualidades de observador da vida selvagem, pesquisar espécimes, tomar anotações e fundamentar as ideias que seriam a base da teoria que demoliu as estruturas ideológicas da época.
O intervalo de oito anos para a publicação do segundo volume desta biografia, “Charles Darwin - O poder do lugar”, demonstra o afinco e meticulosidade da autora em organizar documentos e estruturar os fatos no ímpeto de recontar uma das fases de maior atividade intelectual de Darwin. Todo o conhecimento acumulado por décadas de pesquisas, observações e experimentos, repousava em manuscritos que se tornariam a pedra fundamental de sua mais conhecida obra.
É nesse período também, que ocorre um intenso intercâmbio de correspondências com inúmeros pesquisadores, incluindo alguns brasileiros, numa agitada troca de experiências que validavam de forma contundente o que ele havia teorizado.
Na Inglaterra do século XIX, os embates entre religião e ciência começam a ser mais frequentes. Darwin não tem a intenção de se meter nessa pendenga, mas seu círculo de amizades o pressiona e ele decide então publicar a “Origem das espécies”, ato que vinha sendo postergando por mais de 20 anos.
O que mais impressiona nesses colossos de quase oitocentas páginas cada é o lado humano do indivíduo que teve um dos maiores “insights” da História. São os detalhes desta biografia que fascinam: as tempestades enfrentadas a bordo do Beagle, os embates teológicos com o capitão do navio, o encontro com “selvagens” no extremo do continente sul americano. Mais tarde, vivenciamos seus dramas familiares: a reprovação constante de uma esposa religiosa frente aos estudos considerados heréticos do marido, a luta contra dores no estômago e enjôos crônicos, a tristeza e a ira com a lei divina ao perder uma de suas filhas.
Charles Darwin foi um revolucionário silencioso, que relutou ao máximo divulgar suas ideias e descobertas, certo de que as implicações seriam gigantescas e definitivas. Thomas Huxley, uma das mais influentes mentes da época definiu-o como “um dos homens mais gentis e verdadeiros que eu já tive a sorte de conhecer.”
Sem dúvida um monumental trabalho realizado por Janet Browne, finalmente traduzido para o Português
Nascidos das profundezas
No mundo real o politicamente correto não existe. Que civilidade é essa que mal disfarça nossos piores instintos? Pacifismo, quando? Somos predadores! Queremos paz, sim, mas que fazer com o tédio?
Cristina Lasaitis, Fábulas do tempo e da eternidade.
Sussurro
Os insetos giram em torno do candeeiro. A noite se apossa do mundo, e há vezes em que a gente tem de murmurar, dizer alguma coisa. A planície tudo traga. Então a gente sussurra, como que para comprovar que está vivo.
-Sylvia Iparraguire, A Terra do Fogo
Atemporal
Uma angústia no peito.
Na janela do tempo, o futuro vem chegando. Rápido demais.
Passageiro acidental, alheio ao grande plano do Mundo, sigo sem entender esse intrincado mecanismo.
Na contramão da linha cronal busco janelas antigas, na vã esperança de me encontrar. Já nem sei quem sou.
O desconforto aumenta e a memória enfraquece. Estou preso, cativo da nostalgia, imerso no silêncio. A janela se fechou, o futuro me deixou pra trás.
Rápido demais…preciso respirar.
I know but one freedom and that is the freedom of the mind.
— Antoine de Saint-Exupery
Vento e palavras
Vento e palavras. Vento e palavras. Somos apenas humanos, e os deuses nos moldaram para o amor. Esta é a nossa grande gloria e nossa grande tragédia.
- George Martin, Guerra dos tronos
The Clock Was Tickin’
And the weeks fly by and the years roll on
Sometimes dreams are all you got to keep you going when the day gets long
And you gave up so many just to make a livin’
That clock up on the wall was tickin’
- Brandon Flowers, The Clock Was Tickin’
Wartime Prayers
Because you cannot walk with the holy if you’re just a halfway decent man
I don’t pretend that I’m a mastermind with a genius marketing plan
I’m trying to tap into some wisdom
Even a little drop will do
I want to rid my heart of envy
And cleanse my soul of rage before I’m through
- Paul Simon, Wartime Prayers